Novidades

CitrusBR se defende de acusações sobre fungicida

A CitrusBR (Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos) divulgou, nesta terça-feira, um comunicado no qual se defende das informações publicadas pela imprensa de que a FDA, a agência de controle de alimentos dos Estados Unidos, havia detectado baixos níveis de fungicida em lotes de suco de laranja provenientes de empresas brasileiras.

Segundo o comunicado elaborado pela assessoria de imprensa da associação, o fungicida carbendazim, presente no suco de laranja comercializado pelo Brasil, é utilizado na citricultura para combater o fungo “pinta-preta”, comum em pomares de laranja.

“A própria Agência de Controle de Alimentos, juntamente com a Agência Americana de Proteção Ambiental (EPA), realizou testes e descartou qualquer preocupação com relação ao consumo do suco de laranja com a presença de respectivo componente. A nota da Agência de Controle de Alimentos norte-americana decorre do fato de o produto específico, apesar de estar registrado para utilização em várias outras culturas para consumo, atualmente não tem registro para a cultura de citros nos Estados Unidos”, dizia o comunicado.

Mesmo assim, autoridades americanas decidiram não tomar qualquer medida de controle e, portanto, o suco de laranja do Brasil está liberado para consumo. Mendes Ribeiro, ministro da Agricultura do Brasil, afirmou nesta quarta-feira que as exportações do suco de laranja nacional não enfrentam problemas, embora a substância química detectada tenha seu uso proibido nos cítricos dos Estados Unidos.

“O que os americanos estão dizendo da laranja brasileira é a mesma coisa que os russos dizem da carne brasileira”, comparou o ministro. Os Estados Unidos são o maior comprador do suco de laranja brasileiro. Para lá são exportados cerca de 200 mil toneladas por ano, responsáveis por um rendimento de R$ 600 milhões.

O Ministério da Agricultura permite aos produtos destinados à exportação que sigam o limite de 1 miligrama de fungicida por quilo de citros, determinação elaborada pelo Codex Alimentarius, programa conjunto da ONU (Organização das Nações Unidas) para a FAO (Organização de Agricultura e Alimentação) e da OMS (Organização Mundial da Saúde), que normatiza regras que garantem a segurança dos alimentos em todo o mundo.